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ALÉM

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NOME DO

ESCRITOR.

Há aproximadamente quarenta anos atrás enfrentei um dos maiores desafios de toda a minha vida, quando aos dezoito anos de idade tomei a decisão de buscar realizar um sonho de criança que jazia inerte em meu coração até aquela data. Como é comum, creio que ainda hoje, meus pais haviam feito todos os planos para a minha vida e já sabiam o que eu iria estudar e no que eu iria trabalhar. Meu pai era um técnico químico numa grande firma multinacional com uma fábrica gigantesca no Rio de Janeiro e era muito respeitado ali.
    Através de seus contatos e amizades junto aos executivos da empresa ele já havia conseguido lugar para mim em uma escola conveniada com a empresa e eu estudaria em outro estado e passaria quatro anos longe de casa e da família, mas, ao retornar, teria uma vaga garantida no mesmo departamento em que ele trabalhava já por quase vinte anos.

Este momento foi o divisor de águas de minha vida e do meu relacionamento com meu pai em especial, visto que apenas vários anos depois é que fomos conseguir restaurar nosso bom relacionamento abalado por minha decisão de não me submeter aos muito bem elaborados planos dele. Para agravar a situação, minha recusa em seguir os passos traçados por meu pai foi baseada na decisão de seguir a carreira militar, já que no ano de 1978 eu deveria incorporar no serviço militar obrigatório como soldado.
    Na verdade eu podia compreender a decepção de meu pai, pois pareceia mesmo uma loucura trocar o “certo” pelo duvidoso, mas, em minha mente, o que importava era seguir meu coração na busca da realização de um sonho, mesmo que sem nehum “contato”, nenhuma “amizade” e nenhuma garantia de que tudo daria certo.
    Pois bem, no início daquele ano me apresentei ao serviço militar obrigatório numa grande unidade militar do Exército, no Rio de Janeiro e ingressei no que foi, talvez, o ano mais difícil de minha jovem vida, e teria que atravessa-lo por minha própria conta e esforço, pois meu pai deixou bem claro que não me acompanharia e não me apoiaria, e assim foi.
    Ao final daquele ano me formei como terceiro sargento do Exército Brasileieo como o primeiro colocado de minha turma e recebi uma medalha e uma caneta de ouro como premio das mãos do comandante de minha unidade e curso, e recuperei a confiança de meus pais.
    Eu tinha a convicção de aquele passo fora decisivo em minha vida e que o seria para sempre. Pela graça de Deus tudo havia dado certo, mas o risco corrido foi grande e não havia certezas prévias onde me apoiar. Sair de casa e passar a viver num ambiente totalmente estranho, agressivo, duro, de relacionamentos baseados em hierarquia, muito mais do que em justiça e mérito, foi de fato uma forja de caráter, da qual nunca me arrependi. Se você de alguma forma se encontra nesta minha história familiar e profissional, espere pelo que vem pela frente.
    Aconteceu que, alguns anos depois de formado e em pleno desempenho de minha carreita militar, ouvi e senti o desafio de Deus para o trabalho missionário entre os povos indígenas em nosso país com a Missão Novas Tribos do Brasil. A princípio achei totalmente ilógico que Deus estivesse desejando mudar minha vida a este ponto, já que Ele havia me permitido e me ajudado a realizar meu sonho de carreira. Mas, foi com muita clareza que ele me convenceu! Entenda que eu não tive que lutar com a dúvida sobre o que Ele queria de mim, mas, sim, com a resistência do meu coração em abandonar meus sonhos para obedecer e realizar a vontade de Deus.
    Agora eu tinha minhas “garantias”, minha estabilidade, meu bom salário, respeito e crédito devido à minha posição e patente, e Deus me pedia para me lançar a um futuro onde nada disto estaria presente. Sair de casa, me afastar dos parentes, amigos, do meu mundo, para viver num muido de incertezas e barreiras enormes, pela fé?
    Com certeza você, caro leitor, já percebeu que o que Deus colocava diante de mim era exatamente o que eu mesmo me havia proposto anos atrás, alcançar um mundo diferente e distante daquilo que seria mais fácil e lógico, e no meu desafio pessoal não hesitei um instante em me lançar a esta caçada, a esta busca de objetivos. Assim como eu descobrira que havia um mundo lá fora, desconhecdo, sim, mas com grandes oportunidades e perspectivas, e me lançara no encalço dele, mais uma vez eu tinha um grande desafio pela frente... alcançar um “novo mundo”, desconhecido e desafiador, sem certezas, a não ser uma, que Aquele que me fazia este convite e desafio me dizia: “Não tema, creia somente!”, e “Eu serei contigo por onde quer que andares!”.
    Eu cri nestas palavras de Deus, e, a despeito de toda a dúvida que insistia em passar pela minha mente e coração, não apenas levantei os meus olhos e vi, mas, dei passos, pesados a princípio, mas que foram se tornando mais leves e seguros com o passar do tempo e com a comprovação das promessas de Deus pelo suprimento, pelo cuidado e bênção dEle sobre minha vida e da minha esposa e filhos que agora faziam parte dela.
    Já se passaram trinta e cinco anos de ministério, quatro deles dedicados ao trabalho com um povo indígena que aprendemos a amar e respeitar. Outros dez anos dedicados ao ensino e treinamento de novos obreiros e missionários. Outros quinze anos em acompanhar e orientar aqueles que agora estavam no mesmo desafio de alcançar pessoas de um mundo além do seu. Mas posso dizer a você com muita tranquilidade... Não há nada que eu gostaria de fazer, nada que realizaria mais, a mim e à minha família, além deste trabalho tão precioso de levar o conhecimento de Cristo Jesus a eles.
    Não parece estranho para você que quando estabelecemos nossos próprios desafios de conquista em busca de nossos planos e sonhos, tantas vezes somos corajosos, chegando ao limiar da loucura? Somos destemidos e muito poucas situações poderão nos fazer parar ou mesmo diminuir nosso passo na corrida.
    Mas, quando o desafio e o chamado vêm de Deus, através da Sua Palavra, daquele que nunca falhou, porque não pode falhar, daquele que nunca mentiu, porque não pode mentir, que nunca deixou de cumprir suas promessas, porque é justo e fiél, então encontramos razões de todo tipo para negá-lo, para desobedecê-lo e para nos agrarrarmos às mesmas coisas e pessoas que já abandonamos ou que ainda iremos abandonar para cumprir os nossos próprios planos e buscar nossos próprios sonhos.
    Querido leitor, espero sinceramente que você que agora lê este texto já tenha tido o privilégio de conhecer o Senhor Jesus Cristo como seu Salvador pessoal e suficiente, porque apenas Ele, através de Sua morte redentora e de Sua ressurreição justificadora pode lhe dar um futuro real e pelo qual vale a pena lutar e trabalhar. Sendo assim, gostaria que você pensasse seriamente no que vou lhe dizer. Você sabia que no mundo hoje ainda existem em torno de sete mil povos, no sentido de etnias ou grupos socioculturais definidos por uma cultura e um idioma próprios que os diferencia de todos os outros, que jamais ouviram sobre as boas novas de redenção através do precioso sangue derramado na cruz do Calvário?
    Você sabia que destes, aproximadamente três mil povos ainda vivem isolados de tudo e de todos, não apenas sem saber que Deus os ama e quer resgatá-los da morte eterna, mas sem saber sequer que você e eu, que outras civilizações, que o restante da humanidade existe?
    Você sabia que estes povos vivem hoje nas regiões mais afastadas da Terra, nos grandes desertos, quer quentes quer gelados, nas grandes selvas tropicais, nas grandes montanhas do mundo e que se caracterízam pelas culturas mais resistentes e pelos idiomas mais difíceis de se aprender?
    Você sabia que Deus em sua Palavra menciona estes povos por mais de duas mil e trezentas vezes demonstrando o Seu desejo eterno de tê-los junto a Si para que possam adorá-lo, servi-lo e gozá-lo para sempre, como nós? Você sabia que Ele mesmo diz em Sua Palavra que: “Se dissermos que não o sabíamos acaso não saberá aquele que sonda os corações? E aquele que atenta para a tua alma não o saberá? Não pagará ele ao homem conforme a sua obra?” (Pv 24:12)
    Pois bem, eu não o conheço pessoalmente, mas tenho a certeza que você, como eu, tem seus planos e sonhos, e que não pouparia esforço algum para alcança-los. Deixaria seu mundo, sua zona de conforto, sua família, seus amigos, e se lançaria em uma busca da qual ninguém poderia demovê-lo. Que bom que é assim!
    Mas, quero fazê-lo pensar que vc estaria desperdiçando sua vida, sua juventude, suas forças, seus bens, seus entes mais caros, em busca de algo que, no fim, não passaria de madeira, feno e palha e que não passaria de uma grande montanha de pó que seria assoprado para sempre para longe de você pelos ventos impetuosos do tempo e da eternidade, e o que restaria seria, por um lado, sua frustração irreversível pela impossibilidade de retornar e fazer uma melhor escolha.
    Por outro lado, a condenação eterna de homens e mulheres que, viveram e morreram sem esperança porque você não teve a coragem de concordar com Deus, de levantar os seus olhos e olhar além, para um mundo cheio de gente que espera, mas não para sempre.
    Levante os olhos, disse Jesus, e olhe além do seu mundo, do seu lugar. Levante os olhos e mova-se na direção deste horizonte nublado, mesmo sem saber o que o espera, o que vai encontrar. Mas, saiba de uma coisa, que não só lá, no horizonte distante, mas ao longo do caminho, você será acompanhado, cuidado, suprido e abençoado por Aquele que Consolador, Senhor, Professor, Pai, que prometeu e vai cuidar de você. Levante seus olhos! Levante-se e mova-se, enquanto você pode! Mova-se e alcançe além do seu mundo.
    Deus assim abençoe e ajude!

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