Resposta a Daniel Biasetto e ao O Globo


A Missão Novas Tribos do Brasil - MNTB vem a público manifestar a sua indignação contra as reportagens do jornalista Daniel Biasetto, do O Globo, publicadas nos dias 09 e 13 deste mês, e apresenta a versão verdadeira dos fatos.
Biasetto acusa insistentemente que o missionário Jevon Rich ainda permanece em área indígena, apresentando uma suposta contradição da fala do presidente da MNTB, Edward Luz, onde afirmou que todos os missionários da organização estavam fora de área indígena. De fato, Jevon e outros dois missionários saíram da comunidade Vida Nova na segunda-feira 23/03. Na sexta 20, a MNTB baixou uma normativa pedindo para que todos os missionários saíssem de todas as áreas indígenas, o que de fato ocorreu – corroborando a informação de Luz. A saída dos missionários das terras Marubo ocorreu 17 dias antes da primeira reportagem de Biasetto, ele foi claramente informado sobre isso através da jornalista Eliana Camejo, do departamento de comunicação da MNTB, que inclusive lhe enviou foto do missionário já na cidade, mas Biasetto não acreditou e decidiu publicar a sua matéria a todo custo. A suposta apuração do O Globo cai por terra diante de provas documentais e testemunhais de Marubos que vivem na cidade de Cruzeiro do Sul – AC.
O jornalista do O globo insiste maldosamente em associar a presença missionária em área indígena com a ameaça do coronavírus à população Marubo. Entretanto, quando a Missão Novas Tribos do Brasil conscientemente pediu a saída dos missionários da aldeia, a região Norte não estava no auge da pandemia como foi afirmado; os primeiros casos da COVID-19 em Rio Branco, capital do Acre, só ocorreram no dia 27/03 e em Cruzeiro do Sul somente no dia 12/04. Portanto, é maldosa a afirmação de que os missionários oferecem risco aos Marubo.
A reportagem também aponta a contradição do presidente da MNTB, que teria afirmado a saída dos missionários de área indígena no final de fevereiro. Na realidade, tratou-se de ilação desonesta do jornalista do O Globo, pois Edward Luz comunicou, através da assessoria de comunicação, que os missionários tinham começado a sair das áreas indígenas (não apenas no Vale do Javari) no mês de fevereiro, o que, de fato, ocorreu. Biasetto não conversou pessoalmente com Luz, mas recebeu todas as informações através da jornalista da MNTB, Eliana Camejo, que o fez com a integridade e a ética esperadas pelo jornalismo e não foi correspondida.
Ao referir-se ao Vale do Javari, o jornalista declara que a MNTB ingressou em área de isolados, convencendo os leitores de que os missionários estavam deliberadamente pondo em risco a sobrevivência destes indígenas. Errado! O que ele intencionalmente não destacou é que no Vale do Javari também vivem não isolados, como os Mayoruna, Kulina, Kanamari e os Marubo, povos em contato decano com a sociedade brasileira. Vida Nova é uma comunidade Marubo
com presença missionária há mais de 60 anos, não se trata de um grupo de recente contato, muito menos isolado. A terra indígena Vale do Javari foi demarcada em 2001, mas os missionários vivem lá desde muito antes. O antropólogo Júlio César Melatti, em sua viagem de pesquisa de campo em 1974, cita a ação dos missionários na ajuda aos Marubos quando poderiam ter sido dizimados por tuberculose. Ao contrário do que O Globo afirma, a MNTB não trabalha com isolados no Vale do Javari nem ofereceu ameaça alguma às comunidades que vivem na região de Vida Nova.
O jornalista também se equivoca ao dizer que a MNTB ingressou por conta própria em área indígena e desrespeitou as regras de operações estabelecidas pela ANAC. Como já supramencionado, a área de atuação da Novas Tribos no Vale do Javari não é de isolados, mas uma comunidade conhecida e, inclusive, de grande trânsito de indígenas para as cidades e vilarejos próximos. Além da liderança indígena local, tanto a coordenação da FUNAI em Atalaia do Norte (AM) como a própria União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (UNIVAJA) são conscientes da presença missionária há tempos. Portanto, a atuação da MNTB entre os Marubos é um fato conhecido e também reconhecido pelo respeito, amizade e pelas boas contribuições que presta para as comunidades.
O voo para a retirada dos missionários aconteceu dentro de todas as garantias legais, não infringiu regras da ANAC ou do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), que não emitiu NOTAM (comunicação sobre alterações e restrições temporárias com impacto nas operações aéreas) proibindo decolagens na ocasião do plano de voo. A aeronave pousou em Vida Nova com a autorização previamente assinada pela liderança indígena, o que serve de documento comprobatório tanto para a permissão de pouso como para o registro da saída dos missionários no dia 23/03. Portanto, mais uma vez – a reportagem do O Globo não fez jus aos fatos. Aliás, ela diz que “um agente de saúde local, que manteve sua identidade em sigilo, afirmou ao GLOBO que entre os últimos dias de março e primeiros dias de abril foram feitas ao menos três viagens do mesmo helicóptero à essa região do Vale do Javari”. A fonte que O Globo cita está completamente equivocada e, como já mencionado, há provas documentais, testemunhais e técnicas (DECEA) de que a última operação no Vale do Javari ocorreu no dia 23/03.
A reportagem também diz que a ação que a UNIVAJA moveu “se apoia em denúncias reveladas pelo O GLOBO a respeito de tentativas de invasão de religiosos a terras indígenas para tentar contato com povos isolados... além de religiosos da Missão Evangélica Novas Tribos do Brasil”. A denúncia do jornal envolvendo a MNTB é, no mínimo, equivocada. De acordo com o advogado da UNIVAJA e autor da ação, a Missão Novas Tribos do Brasil foi citada na ação judicial por haver informações de que o missionário ainda estava em área indígena, o que – como já fora provado, não estava. Logo, o jornal O Globo, através de seu repórter, prestou um enorme desserviço.
Finalmente, Daniel Biasetto postou um vídeo com imagens aéreas do helicóptero sobrevoando área de selva com legendas “Um grupo de missionários comprou um helicóptero para... evangelizar índios que ainda não tiveram contato com a civilização... Missionários ingressaram em área de índios isolados sem autorização...”, induzindo o leitor a acreditar que se tratava de uma ação ilegal. Biasetto usa imagens internas da organização sem autorização e de forma descontextualizada, induzindo ao erro. As imagens dizem respeito a voos para uma aldeia bilíngue e fora de área indígena (ainda não demarcada), pouso em localidade na Ásia e fotos de três missionários em viagem no rio Purus em 2017, sem nenhuma relação com grupos isolados.


Anápolis-GO, 16 de abril de 2020.
Edward Gomes da Luz
Presidente da MNTB

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